Na minha mochila há um guardanapo
Embora seja um guardanapo comum,
É um guardanapo diferente.
Diferente porque foi rabiscado.
Rabiscado com insanidades premeditadas,
Loucuras posteriores,
Às quais pretendo brindar em dias vindouros.
Brindar, não no sentido de levantar uma taça
junto à pessoas falsamente conhecidas.
Brindar com a amizade e com as lembranças
de momentos felizes.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Desabafo!
Queria escrever um texto próprio, mas sempre serei influenciado por algo que eu tenha lido.
Criatividade é uma coisa complicada na hora e escrever... estilo é sempre difícil de se ter. Toda vez (sem exceção) que vejo algo que eu escrevo sempre fadado à imitação da característica de algo que eu tenha lido, embora eu lute contra isso.
Quando termino um texto, no qual eu tenha labutado bastante (na vã tentativa de imprimir originalidade) sempre tenho a enganosa primeira impressão que consegui. Mas não. Leio de novo e vejo uma pobre intertextualidade com o escrito por mim admirado.
Assim, num concluo nada. Foi apenas um desabafo.
Criatividade é uma coisa complicada na hora e escrever... estilo é sempre difícil de se ter. Toda vez (sem exceção) que vejo algo que eu escrevo sempre fadado à imitação da característica de algo que eu tenha lido, embora eu lute contra isso.
Quando termino um texto, no qual eu tenha labutado bastante (na vã tentativa de imprimir originalidade) sempre tenho a enganosa primeira impressão que consegui. Mas não. Leio de novo e vejo uma pobre intertextualidade com o escrito por mim admirado.
Assim, num concluo nada. Foi apenas um desabafo.
terça-feira, 14 de abril de 2009
"Eternidade?"
As gerações existem para perpetuar o novo, que se faz antigo,
afinal de contas, não há quem resista ao sangue novo
que corre nos braços de quem, pela sorte, nasceu mais novo
por ter nascido mais antigo: porque tudo é um apego ao passado, mesmo que para livrar-se dele
A eternidade é um momento apenas
Um momento por que passam todas as coisas do mundo
Besteira pensar num autor, num livro, em amor
( porque nem o amor é eterno )
Nada é
A eternidade é um momento de todas as coisas do mundo:
de uma paisagem, das flores que morrem,
de teu pai, de tua mãe,
de amigos e todos os irmãos do mundo:
nada nasceu para ficar
É uma questão de Física:
duas coisas não ocupam o mesmo lugar no espaço
E o novo sempre vem para ficar,
para substituir o velho, que era novo
É uma questão de sangue a correr nas veias de um menino violento apelidado de futuro
afinal de contas, não há quem resista ao sangue novo
que corre nos braços de quem, pela sorte, nasceu mais novo
por ter nascido mais antigo: porque tudo é um apego ao passado, mesmo que para livrar-se dele
A eternidade é um momento apenas
Um momento por que passam todas as coisas do mundo
Besteira pensar num autor, num livro, em amor
( porque nem o amor é eterno )
Nada é
A eternidade é um momento de todas as coisas do mundo:
de uma paisagem, das flores que morrem,
de teu pai, de tua mãe,
de amigos e todos os irmãos do mundo:
nada nasceu para ficar
É uma questão de Física:
duas coisas não ocupam o mesmo lugar no espaço
E o novo sempre vem para ficar,
para substituir o velho, que era novo
É uma questão de sangue a correr nas veias de um menino violento apelidado de futuro
Meu avô
Meu avô, mais que um pai pra mim,
Melhor amigo
Trago com orgulho estampado no peito
Seu sobrenome e apelido
Trago com orgulho estampado no peito
Seu sobrenome e apelido
Extrovertido e competente comerciante,
E papeia horas e horas no boteco
Conversando muito, mais do que vendendo
E algumas mentiras, algumas
Embora durma a tarde toda
Acorda as cinco da madruga
Pra andar pelas silenciosas ruas de Ventania
Vagando e procurando litro
Pra vender depois
(nunca vi gostar tanto de dinheiro)
Pra andar pelas silenciosas ruas de Ventania
Vagando e procurando litro
Pra vender depois
(nunca vi gostar tanto de dinheiro)
Criou todos filhos e netos
Atrás daquele balcão pequeno
Daquela vendinha pequena
Mas com um coração nada pequeno
Atrás daquele balcão pequeno
Daquela vendinha pequena
Mas com um coração nada pequeno
O Manoel tem todo aquele jeitão
Careca, barrigudo
Sempre com a caneta no bolso da camisa
Gosto nele o jeito homem, embora
Careca, barrigudo
Sempre com a caneta no bolso da camisa
Gosto nele o jeito homem, embora
Seja ele um homem moleque, extrovertido,
quase um anjo
Sempre com uma piadinha na manga
Sempre com uma piadinha na manga
Joga truco
Toca sanfona
Toca viola
Quer dizer, afina viola
Porque nunca vi tocar uma musica completa
Sempre foi meu ídolo
Mais que qualquer outra pessoa
Carlos Drummond ou Fernando Pessoa
Ficarei honrado
Muito honrado
De poder ser dez por cento do que esse homem
Já fez, faz e ainda tem a fazer por todos nós
Toca sanfona
Toca viola
Quer dizer, afina viola
Porque nunca vi tocar uma musica completa
Sempre foi meu ídolo
Mais que qualquer outra pessoa
Carlos Drummond ou Fernando Pessoa
Ficarei honrado
Muito honrado
De poder ser dez por cento do que esse homem
Já fez, faz e ainda tem a fazer por todos nós
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Um simples Ninguém
Ninguém percebeu,
Mas o poeta da praça,
Já não está ali mais...
Embora a imagem do banco
vazio/pertube, incomode,
As pessoas passam sem
Saber o porquê.
Aquele olhar distraído,
perdido em seus versos e sonetos,
Como que rabiscando um papel,
esperando o tempo passar.
Onde está o poeta?
Por que abandonou sua musa?
As palavas que escreveu,
ninguém nunca saberá.
Sua musa, fiel, silenciosa,
espera agora pelo poeta.
Ela ora para que o vento
que levava os poemas nunca lidos,
traga de volta o seu amor.
Mas o poeta da praça,
Já não está ali mais...
Embora a imagem do banco
vazio/pertube, incomode,
As pessoas passam sem
Saber o porquê.
Aquele olhar distraído,
perdido em seus versos e sonetos,
Como que rabiscando um papel,
esperando o tempo passar.
Onde está o poeta?
Por que abandonou sua musa?
As palavas que escreveu,
ninguém nunca saberá.
Sua musa, fiel, silenciosa,
espera agora pelo poeta.
Ela ora para que o vento
que levava os poemas nunca lidos,
traga de volta o seu amor.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Remédio
Eu quero um remédio,
não para doença,
mas para a paradez, o tédio.
Assassinaram minha crença, Fizeram das minhas palavras, um assédio.
Destruíram minha infância,
Estragaram meus brinquedos,
Me deram responsabilidades, sem importância,
Me fizeram um homem quase sem medos.
Também me deram um grafite,
e um papel velho abandonado,Esqueceram-se do meu palpite,
e do meu lado transtornado.
Do papel sujo e esquecido,
Faço um porta-poema - não menos abandonado,
exceto por mim - um egoísta alucinado,
Que não empresta as palavras para qualquer alma.
Se alguém quiser vê-las,precisa primeiramente entendên-los.
Assim tão difícil, como que me achando Pessoa,
Sou assim, e para me entender basta vê-las.
E para vê-las, precisa entendê-los.
domingo, 30 de novembro de 2008
Renovação do Ser
Personalidade não é algo estável, estático. Como queria ser como o saudoso Fernando Pessoa, que tem apenas três EU. Ah, passa o tempo e fico com milhões de personalidades. Tenho uma para cada ocasião e para cada situação. Muitas vezes são as mesmas - e chamo isso de " meu jeito." Mas sempre mudam. Sempre vão mudar. Cada pessoa deixa de ser a pessoa de um segundo atrás. É uma constante renovação do ser.
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