Ninguém percebeu,
Mas o poeta da praça,
Já não está ali mais...
Embora a imagem do banco
vazio/pertube, incomode,
As pessoas passam sem
Saber o porquê.
Aquele olhar distraído,
perdido em seus versos e sonetos,
Como que rabiscando um papel,
esperando o tempo passar.
Onde está o poeta?
Por que abandonou sua musa?
As palavas que escreveu,
ninguém nunca saberá.
Sua musa, fiel, silenciosa,
espera agora pelo poeta.
Ela ora para que o vento
que levava os poemas nunca lidos,
traga de volta o seu amor.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Remédio
Eu quero um remédio,
não para doença,
mas para a paradez, o tédio.
Assassinaram minha crença, Fizeram das minhas palavras, um assédio.
Destruíram minha infância,
Estragaram meus brinquedos,
Me deram responsabilidades, sem importância,
Me fizeram um homem quase sem medos.
Também me deram um grafite,
e um papel velho abandonado,Esqueceram-se do meu palpite,
e do meu lado transtornado.
Do papel sujo e esquecido,
Faço um porta-poema - não menos abandonado,
exceto por mim - um egoísta alucinado,
Que não empresta as palavras para qualquer alma.
Se alguém quiser vê-las,precisa primeiramente entendên-los.
Assim tão difícil, como que me achando Pessoa,
Sou assim, e para me entender basta vê-las.
E para vê-las, precisa entendê-los.
domingo, 30 de novembro de 2008
Renovação do Ser
Personalidade não é algo estável, estático. Como queria ser como o saudoso Fernando Pessoa, que tem apenas três EU. Ah, passa o tempo e fico com milhões de personalidades. Tenho uma para cada ocasião e para cada situação. Muitas vezes são as mesmas - e chamo isso de " meu jeito." Mas sempre mudam. Sempre vão mudar. Cada pessoa deixa de ser a pessoa de um segundo atrás. É uma constante renovação do ser.
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